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Partir, 2018. 7,37 min.

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O curta metragem "Partir" é um documentário organizado por camadas de tempo. Montado com arquivos antigos, imagens e músicas, Partir mostra a história de uma família. Imagens atuais da demolição de um imóvel, patrimônio da família, são unidas á arquivos em super-8 gravados pelo pai, nos anos setenta, e montados com uma trilha sonora com cantos líricos executados pela mãe entre os anos 1970 e 2005. Entre as cenas de demolição, as crianças brincam e dançam com os cantos da mãe, gravados dentro de casa.

Leave, 2018. 7,37 min.
The short film "Partir" is a documentary organized by layers of time. Mounted with old files, pictures and music, Partir shows the story of a family. Current images of demolition of a property, family patrimony, are united and files in super-8 recorded by the father, in the seventies, and mounted with a soundtrack with lyrical songs executed by the mother between the years 1970 and 2005. In the middle of the demolition scenes, the children play and dance with their mother's songs, recorded inside the house.

Espera, 2018. 14″38′ min.

A travessia que o refugiado faz ao entrar num barco e se lançar ao mar não é somente uma travessia geográfica mas uma travessia de vida. Este filme mostra uma série de depoimentos captados dentro de campos de Refugiados e o assunto gira em torno do tempo da espera. Os testemunhos são intercalados por cenas de vestígios, cenas do farol marítmo, dos barcos naufragados e restos de coletes, tudo captado na Ilha Lesbos. Dentro deste cenário, um grego desempregado a três anos dá seu depoimento de vida e coloca música no Campo pra trazer alegria á pessoas.

Wait, 2018. 14″38′ min.
The Documentary proposes an approach to these identities that are forced to adapt. Under such conditions, the deconstruction of their identities, followed by the need to transformation, is inevitable. It presents the redesign of identities focusing their dreams and their loses since the crises until the long wait inside a refugee camp.The testimonies are mixed with scenes of traces captured around the island of Lesbos, ships wrecked around the lighthouse, the remains of life vests, improvised encampments are shown.
At the same time the film shows the work of a Greek unemployed three years who seeks to do something to bring joy to people. He also gives his testimony of life and puts music in the field.

Campo Skaramanga, 2017. 9″32′ min.

Com imagens captadas dentro dos campos de refugiados Kastikas (Ioanninna no norte da Grécia) e Skaramanga (Atenas), este filme mostra o estado de suspensão que se apresenta dentro dos campos. Em locais afastados dos centros urbanos e mantidos com fundos da União Européia, os refugiados se encontram confinados em containers ou barracas. Vivem o luto de suas famílias, a ausência de nacionalidade e de documentos e a impossibilidade de um horizonte novo a curto prazo. O filme mostra pessoas contando sobre seus sonhos e desenhando seus trajetos de onde vieram.

Skaramanga Camp, 2017. 9″32′ min.
Shot in the refugee camps of Kastikas (Ioanninna) and Skaramanga (Atenas), this film portraits the state of lives, suspended in time. Far from urban centers and kept by European Union funds, the refugees are confined in containers or tents, where they can do nothing different then live oppressed by an invisible new horizon. On film, refugees share their dreams and draw maps of the routes they followed towards Greece in search for survival. They narrate their past experience, their desires for the future and the direct audio is intertwined with traditional music from their countries of origin.

Sonho Migrante, 2017. 9″01′ min

Neste vídeo documental as captações feitas na ilha de Lampedusa interrogam a realidade e os espaços vazios que o acompanha. “Sonho Migrante” apresenta uma perspectiva humanística que dá a oportunidade de ouvir as vozes e os sonhos do refugiado. Imagens do cemitério de barcos dos migrantes em Lampedusa se apresentam como vestígios dos sonhos e as cenas da água, mostram o trajeto percorrido pelos barcos entrando no porto. Neste trabalho não é somente a questão das migrações que se mostra, mas de pessoas que mostram as suas vozes, falam de seus sonhos e de sua intimidade.

Migrant Dream, 2017. 9,01 min.
This documentary, film shot in the island of Lampedusa, focus on the reality of the refugees in 2015. Migrant Dream adopts a documental perspective that remains sensitive to the subjectivities of the interviewees. It is focused on the voices, expectations and dreams of those people whose final destination matters less than the need to run from their departing point. Scenes of water and images of Lampedusa’s boat cemetery depict the route and the conditions followed by such boats when arrives at Lampedusa’s port.

Ponto de Encontro, 2017. 9 min.

Ponto de Encontro foi filmado na Praça Victoria, no centro de Atenas. O local que se tornou um ponto de encontro para os refugiados mostra um homem grego pobre tocando uma música tradicional e seu desempenho está entrelaçado com a declaração de um afegão que descreve, em plena exaustão, como está sua vida após a travessia e o fechamento da fronteira.

Meeting Point, 2017. 9 min.
Meeting Point was shot at Victoria Square, central Athens. The Square, historically a busy place, became a meeting point for the refugees. The film shows a poor Greek man performing a traditional song of his culture at the Square. His performance is intertwined with the statement of an Afghan man that describes his life in and out of the refugee camps. His story was told to the artist immediately after the closing of the Macedonian frontiers, forcing many refugees to return to Athens.
Shot in the refugee camps of Kastikas (Ioanninna) and Skaramanga (Atenas), this film portraits the state of lives, suspended in time. Far from urban centers and kept by European Union funds, the refugees are confined in containers or tents, where they can do nothing different then live oppressed by an invisible new horizon. On film, refugees share their dreams and draw maps of the routes they followed towards Greece in search for survival. They narrate their past experience, their desires for the future and the direct audio is intertwined with traditional music from their countries of origin.

FIM DE SONHO, 2013. 5″20′ MIN.

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Fim de Sonho é um trabalho cujas imagens também foram captadas em uma única demolição e que apresenta um caso específico: o fim de uma história familiar. Com cenas filmadas na demolição de galpões que fizeram parte da história de minha família, apresenta uma situação pessoal, porém comum quando se trata de uma cidade como São Paulo. As imagens em vídeo focalizam o movimento da fumaça, do pó provocado pelas quedas, o resto do resto. O pó é o último fragmento das quedas, que flutua pelo ar até que termine. É uma passagem que mostra o fim, literalmente, não só de mais um imóvel na cidade, mas do desmanche da história que foi construída ali. São galpões que marcaram a ascensão financeira e a quebra da família com a morte do pai, em 1974. Depois de sua morte, os galpões, que sustentaram a família e representaram a segurança e a presença de um pai, deixam de existir. A demolição desses galpões põe fim a essa história, e definitivamente não deixa nada mais além de lembranças.

Last Dream, 2013. 5″20′ min.
Last Dream is a job with images also captured in a single demolition and presenting a specific case: the end of a family history. With scenes shot in the demolition of sheds that were part of my family history, it presents a personal, but common situation, when it comes to a city like São Paulo. The video images focus on the movement of the smoke, of the dust caused by the falls, the rest of the rest. Powder is the last fragment of the falls, floating through the air until it ends. It is a passage that shows literally the end of not just another property in the city, but the dismantling of the story that was built there. They were sheds that marked the financial rise and the family break after our father’s death in 1974. After his death, the sheds, which supported the family and represented security and the presence of a father, cease to exist. The demolition of these sheds puts an end to this story, and definitely leaves nothing but memories.

Subsolo, 2013. 25″31’min.

Local: Bienal de Arquitetura de São Paulo, Centro Cultural São Paulo, SP.
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Sonia Guggisberg apresenta o documentário “Subsolo”, sobre a obra interrompida nos anos 1970 abaixo da Avenida Paulista. Neste trabalho, Sonia procura mostrar que narrativas enterradas nunca terminam mesmo quando relegadas à invisibilidade. O documentário tem depoimentos de Boris Casoy (porta voz do prefeito da cidade na época), do arquiteto Nadir Mezerani (que a partir da pesquisa da artista redesenhou o projeto), do urbanista Celso Franco, entre outros. Sobre o documentário, o antropólogo francês Jacques Leenhardt escreveu: “a ideia de urbanismo subterrâneo permaneceu suspensa entre a utopia e o nada, como um poço obscuro do qual, quarenta anos mais tarde, a verdade ainda tem que ser descoberta”.

Subsoil, 2013. 25″31’min.
“Subsoil” is a documentary about the interrupted underground work in 1970 below Avenida Paulista, a famous avenue in Sao Paulo, Brazil. In this work, Sonia Guggisberg, the director, search for underground story telling about the unfinished subject, and what it has to tell. The documentary has testimonials from Boris Casoy (mayor’s spokesperson by the time, famous tv journalist today), architect Nadir Mezerani, urbanist Celso Franco, and others. About the documentary, the french anthropologist Jacques Leenhardt wrote: “the idea behind underground urbanism remained suspended between utopia and nothingness, as a dark pit which, forty years later, the truth has yet to be discovered”.

Redesenhos: Elevado Costa e Silva, 2013. 06″05′ min

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“Redesenhos” parte do princípio de que o conjunto de sons que integram a vida cotidiana apresenta diferentes composições, e estas trazem consigo suas realidades sonoras. Compostas por sons humanos, sons de máquinas e ruídos em geral, apresentam diferentes misturas dentro do território urbano. Dentro da ideia de vídeo-documento, este trabalho se propõe a pensar sobre a capacidade de um objeto ser portador de uma paisagem visual e sonora, que desmonte estruturas já conhecidas e pesquisadas, possibilitando a abertura de outros formatos. Neste caso, trata-se de experimentar, testar e incorporar a força dos ruídos originais para trabalhar novas proposições de documentação, novas combinações sonoro-visuais atreladas aos movimentos da realidade captada em vídeo. O que se ouve, neste momento em “Redesenhos”, é o discurso do prefeito Paulo Maluf anunciando o lançamento da maior obra urbanística de todos os tempos, o Elevado Costa e Silva, um grande legado construído e deixado por uma política que não planeja o futuro e não respeita o passado.

Redesigns: Costa e Silva Elevated, 2013. 06″05′ min
Redesigns assume that the set of sounds that are part of everyday life presents different compositions, and they bring within their sonic realities. Composed of human sounds, machines sounds and noise in general, they show different mixtures in the urban territory. In video-document view this paper proposes to think about theability of an object to hold a visual landscape and a soundscape, which remove already known and researched structures, enabling possibilities of other formats. Inthis case, it is about experimenting, testing and incorporating the strength of the original noise to work on new documentation propositions, new sound-visual combinations linked to the reality of movements captured in video. What you can hear at this time of the video document Redesigns, is the speech of the mayor Paulo Maluf announcing the launch of the largest urban work of all time, The Costa e SilvaElevated, a great legacy built and left by a policy that does not plan the future anddoes not respect the past.